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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Entendendo o GRASS-GIS e iniciando um projeto

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O GRASS (Geographic Resources Analysis Support System), é um dos mais poderosos SIGs (Sistema de Informação Geográfica) opensource.

Para realizar o download do GRASS, acesse http://grass.fbk.eu/. Os tutoriais publicados neste blog, são referentes a versão 6.5 para o sistema operacional Windows. Portanto, pode haver algumas diferenças, entre o que é mostrado ao longo dos posts em versões para Linux ou versões mais antigas ou novas deste software, mas nada que um pouco de persistência possa superar.

O GRASS é composto por vários módulos para processamento de imagens de sensores remotos , georreferenciamento e processamento dados em formato vetorial ou raster. Todas estas características tornam este software uma ferramenta eficaz na aplicação de diversas técnicas e métodos de geoprocessamento.

Os dados no GRASS são armazenados em um diretório de dados chamado de banco de dados ou simplesmente de GISDBASE, este diretório pode ser selecionado ou alterado no item 1 circulado na Figura 1. Dentro deste banco de dados os projetos são organizados em subdiretórios chamados de LOCATION (Figura  1: item 2) . O sistema de coordenadas, projeção do mapa e os limites geográficos do projeto, são definidos na LOCATION.
Na LOCATION podem ser criados diversos  MAPSETS (Figura 1: item 3), que são os planos de informações, onde o projeto pode ser dividido por tema, como no exemplo da figura abaixo. Cada LOCATION, possui um MAPSET chamado de PERMANENT (Figura 1: item 4) que é gerado automaticamente na criação de uma LOCATION. Todos os MAPSETs compartilham o mesmo sistema de coordenadas da LOCATION  onde estão contidos.

imageFigura 1 – Estrutura dos Dados do GRASS

Criando um diretório GISDBASE, LOCATION e MAPSET

Faça o download do GRASS no site http://grass.fbk.eu/ e instale. No menu de programas, procure pelo grupo GRASS 6.x.SVN e abra o atalho GRASS 6.x.SVN.

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Figura 2

Com a tela de boas vindas do GRASS, o primeiro passo é criar o diretório para armazenar os dados, o GISDBASE (Figura 3). O primeiro passo é selecionar a opção browse (1), depois deve-se selecionar o local onde onde o diretório deverá ser criado (2), no exemplo foi selecionado a unidade D: e posteriormente foi criada uma nova pasta no item (3) que foi nomeada de gisdbase.


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Figura 3

Com o diretório principal criado, será inserida uma LOCATION. Este é um passo crítico na criação de um projeto, pois neste passo deverá ser informado corretamente o sistema de coordenada e projeção, caso estes sistemas sejam informados incorretamente, por exemplo, o uso de um fuso incorreto na projeção de um mapa ou sistema de coordenada “incompatível” com os dados fontes, poderá acarretar uma série de erros cartográficos ao produto final. Neste exemplo, será criado um projeto com DATUM WGS84,  projeção UTM fuso 23 Sul. A tarefa de criação de locations é facilitada pela ferramenta location wizard, que pode ser acionada na tela de boas vindas.

Na ferramenta location wizard (figura 4), será mostrada três caixas de texto enumeradas abaixo:

  1. Diretório de Dados de SIG: É o diretório principal gisdbase criado na primeira etapa;
  2. Localização de Projeto: É o nome da location, e será criando dentro do gisdbase um subdiretório com o mesmo nome;
  3. Location Title: É um título descritivo da location, este item de de preenchimento opcional;

Preencha estas caixas de texto como na figura 4, ou pode mudar os textos das duas últimas caixas por outros títulos.

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Figura 4

Na próxima etapa deverá ser informado o método para inserção de projeção e datum. Existem 6 métodos disponíveis, mas os mais usuais são os 3 primeiros que estão marcados e enumerados na figura 5 e explicados abaixo:

  1. Selecionar os sistema de coordenadas e a projeção em listas que serão disponibilizadas ao longo do assistente;
  2. Selecionar os sistema de coordenadas e a projeção por meio do código EPSG;
  3. Selecionar os sistema de coordenadas e a projeção de uma forma interessante: lendo um arquivo georreferenciado, por exemplo, um arquivo shape.

O método selecionado será o 1 e depois clicar em Próximo >

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Figura 5

Nesta etapa deverá ser informada a projeção. No exemplo foi selecionado na lista a projeção UTM (figura  6). Selecione-a e depois avance.

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Figura 6

Agora dever ser informados os parâmetros da projeção como fuso e o hemisfério. (para mais informações consulte material sobre cartografia básica e Sistemas de Informações Geográficas). No exemplo em questão, o município de Paragominas está localizado no fuso 23 e hemisfério Sul. Observe que na figura 7, item 1 (projection zone) foi informado o valor 23 que é o fuso e no item 2 (Southern Hemisphere) foi selecionado a opção Yes, pois caso seja deixado a opção default No, o GRASS assumirá que o hemisfério é Norte.

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Figura 7

Com o sistema de projeção selecionado, o próximo passo é informar o Datum. Nesta etapa é disponibilizada uma lista com diversos Data (figura 8). No exemplo foi selecionado o wgs84. 

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Figura 8

Na próxima etapa será fornecido um resumo do que foi modificado, então deve-se finalizar em Concluir. Após concluir, surgirá uma caixa de dialogo (figura 9) perguntando se deseja configurar os limites geográficos da região e a resolução espacial do projeto, devemos afirmar que desejamos configurar estes itens.

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Figura 9

Nesta etapa deverá ser informados os limites geográficos Norte, Sul, Leste e Oeste em graus decimais. Também podemos definir a resolução espacial do projeto (N-S e E-W) em metros. Para este exemplo transcreva os valores da figura 10 e clique em Definir Região. As definições da região podem ser facilmente alteradas durante a execução de qualquer etapa do projeto.

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Figura 10

Agora que já existe uma LOCATION podemos criar diversos MAPSETS. Selecione a location “teste” e clique no botão create mapset circulado na figura 11. Estão será fornecida uma caixa de texto para inserir o nome do plano de informação. No exemplo criamos um plano de informação hidrografia.

Agora vamos selecionar o mapset que queremos trabalhar (no exemplo o mapset hidrografia) e podemos agora iniciar o GRASS no botão Start GRASS.

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Figura 11

Quando iniciamos o GRASS são abertas 3 janelas (figura 12): O GIS Manager (1), Map Display (2) e uma janela onde os módulos do GRASS são executadas em background em MS-DOS (3).

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Figura 12

Agora já estamos prontos para importar dados e começar a executar uma infinidade de módulos de geoprocessamento.

ATÉ O PRÓXIMO POST

SÂMIO COSTA DE SOUSA

2 comentários:

  1. olá sou iniciante.gostaria de saber qual é o proximo passo para eu visualizar o meu vetor....tipo visualizar ele no grass em 2 ou 3d

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  2. bom dia pessoal.
    estou tentando instalar o comando r.stream.order no grass 6.4.4,infelizmente,estou tendo problemas.
    quando digito o comando g.extension r.stream.order para intala-lo.diz que o meu caminho da pasta grass contem espaço por isso a intalação esta falhando.
    WARNING: The GRASS program path: [c:/Program Files (x86)/GRASS GIS 6.4.4] contains a space. The build which follows will likely fail.
    Fetching from GRASS-Addons SVN (be patient)...
    A r.stream.order\main.c
    A r.stream.order\description.html
    A r.stream.order\global.h
    A r.stream.order\io.c
    A r.stream.order\r_stream_order_orders.png
    A r.stream.order\order.c
    A r.stream.order\Makefile
    U r.stream.order
    Gerado c¢pia de trabalho para revisÆo 71631.
    Compiling ...
    Makefile:12: c:/Program: No such file or directory
    Makefile:12: Files: No such file or directory
    Makefile:12: (x86)/GRASS: No such file or directory
    Makefile:12: GIS: No such file or directory
    Makefile:12: 6.4.4/include/Make/Module.make: No such file or
    directory
    make: *** No rule to make target
    `6.4.4/include/Make/Module.make'. Stop.
    ERROR: Compilation failed, sorry. Please check above error messages.
    rm: cannot remove directory
    `C:\\balsas/claudio/PERMANENT/.tmp/11252.0/r.stream.order':alguem por favor pode me ajudar?

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